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Royal Blood lança álbum “Typhoons”: a redenção da pista de dança da dupla de rock

Nesta sexta-feira (30/04), o duo britânico Royal Blood lançou oficialmente o “Typhoons”, seu terceiro trabalho de estúdio, disponibilizado para audição em todas as plataformas digitais através da Warner Records.

O novo disco da banda, formada por Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Tatcher (bateria) vem sucedendo o “How Did We Get So Dark?” de 2017.

Recentemente, o Royal Blood liberou um vídeo com os bastidores das gravações que mostram todo o processo criativo de “Typhoons”. Em uma nota de divulgação, eles expressaram todos os sentimentos pela nova produção:

Com o mundo caindo aos pedaços ao nosso redor, nos encontramos criando esses antídotos para a escuridão, nos libertando do passado e seguindo entusiasmados com ninguém nos parando. Eu acabei de sair de um momento escuro, e embarquei em um estado de espírito cheio de luz e energia. Fazendo isso, eu senti que estava no meio de outra tempestade, tendo consciência que isso, também, irá passar.”

Aos que não sabem, no final de sua última turnê, à dois anos atrás, Mike Kerr se tornou uma pessoa diferente, exaurido de uma vida de excessos, resolveu mudar sua vida e começou a longa e difícil estrada para viver sem bebida ou drogas, não apenas recuperando o controle de sua vida, mas reavivando seu senso de propósito. O cantor/baixista estava em Las Vegas quando subitamente a consciência bateu forte e aquela “sombra escura” que o seguiu por algum tempo deu lugar a uma decisão simples: ele tinha acabado de beber. Em meio ao neon e ao barulho da capital mundial do jogo, ele experimentou um momento de clareza e derrubou o Martini expresso que seria sua última bebida alcoólica até hoje.

E foi durante esse processo que nasceu o novo álbum, e como ele disse em recente entrevista à NME “sem sobriedade, este álbum ou esta banda não existiriam”.

Com uma mudança em seu estilo, o álbum vem em um som mais “eufórico, dançante e divertido” segundo Kerr. Este álbum segue de perto as indicações do frontman para a recuperação, enquanto é apoiado por um novo senso aventureiro de talento.

Para o álbum número três, Royal Blood não reinventou a rock, mas eles certamente enriqueceram seu passeio de uma forma inusitada, por ser muito mais explícito sobre suas influências na pista de dança (pense em Daft Punk, Justice), ‘Typhoons’ tem muito mais brilho e cor do que a paleta preta anterior de “How Did We Get So Dark?”

“Typhoons” não é apenas o melhor trabalho da banda até agora, mas também o melhor para Royal Blood ser livre para explorar o que é capaz.

 “Royal Blood não está aqui apenas para arrastar o rock para fora do gueto… seu impacto certamente se estenderá além dos limites do rock”.

Assista aqui o vídeo de “Boilermaker”

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Por Lis Hirt

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