Golpe de Estado: Com nova formação, comemora 30 anos de estrada.

Uma das bandas mais tradicionais do Rock nacional está de volta com nova formação, e o melhor; com novo gás para cair na estrada e dar continuidade a sua rica história, iniciada em São Paulo, no ano de 1985, com Catalau (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra, R.I.P.), Nelson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria).

Dessa formação, segue firme e forte o baixista Nelson, além de Rogério Fernandes (que já havia sido vocal da banda no passado, atual Carro Bomba), Marcello Schevano (guitarra, Carro Bomba) e o baterista Roby Pontes (que já estava na banda, em seu último disco, “Direto Do Fronte”, de 2012)

Em 2016 o Golpe fará shows por todo o Brasil, com uma turnê comemorativa, especial de 30 anos, que será iniciada em Fevereiro.

O repertório desses shows será recheado de clássicos – e podem contar com aparições de outros ex-integrantes, e convidados especiais.

A turnê será empresariada pela TC7 Produções. Interessados em levar o show do Golpe de Estado para suas cidades devem entrar em contato em tc7producoes@gmail.com.

Agenda

02/04/2016 – São Bernardo do Campo-SP @ Teatro Lauro Gomes

18/03/2016 – Pirilampus Bar – Sorocaba-SP (FLYER)

12/03/2016 – Gillans’ Inn Bar – São Paulo-SP (FLYER)

06/02/2016 – Bar da Montanha – Limeira-SP (FLYER)


O RECOMEÇO

Muito se falou em “golpe de estado” nos últimos tempos neste país. E é exatamente disso que vamos falar aqui. Mas não daquele golpe de estado que envolve choro e ranger de dentes, mas de outro muito mais importante – tão importante que tem que ser escrito com maiúsculas: Golpe de Estado.

E não é apenas por ser um nome próprio que o Golpe de Estado merece essa reverência. Afinal, estamos falando de uma das mais influentes bandas do rock nacional das últimas décadas. O talento e a criatividade de Catalau (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra), Nelson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) renderam não apenas cinco discos de estúdio e um ao vivo, mas redefiniram a forma de se colocar “rock” e “brasileiro” na mesma frase sem que isso significasse um insulto a qual dos dois termos.

O tempo, a estrada, as experiências, as desventuras e tudo aquilo de que é feita uma banda de rock foram deixando os integrantes pela estrada e,depois das saídas de Catalau e Paulo e de mais dois discos, em 2014 veio o baque mais dolorido de todos: Hélcio Aguirra morreu dormindo, vítima de problemas cardíacos.

Nelson ainda levou a banda adiante por um tempo até que, em junho do ano passado, divulgou um comunicado que levou muita gente a dar o Golpe de Estado por encerrado, Só que não era bem assim…

“O Golpe nunca acabou, a bada está de pé ainda!”, garante ele, que está colocando o bloco de volta na rua. E lendo a carta com atenção, fica claro: ele dizia que era aquela formação que estava acabando, não a banda.

Então, aproveitando a comemoração dos 30 anos de existência do Golpe, o baixista reuniu dois ex-integrantes, o vocalista Rogério Fernandes e o guitarrista Marcello Schevano (ambos da banda Carro Bomba), manteve o último baterista, Roby Pontes, e retomou as atividades.

Os shows da nova formação começam em fevereiro e vão estar sempre abertos a convidados, sejam eles ex-integrantes ou não.”O Golpe não é uma casa de porta aberta, é uma casa sem portas, quem quer entra e sai a hora que bem entender”, garante Nelson. Nessas apresentações a ideia é tocar o máximo de material de todos os discos lançados pelo quarteto, inclusive temas que nunca foram apresentados ao vivo.

Nelson e Hélcio tinham muitos planos, que foram interrompidos com a morte do guitarrista. E a intenção é colocá-los em prática, como um novo disco de estúdio e um DVD ao vivo, “Ás vezes eu me pego pensando no que eu e o Hélcio estaríamos fazendo agora. E um dos motivos de manter o Golpe é justamente esse”, diz o baixista. E ele finaliza com o argumento mais forte que pode existir:”Tem muita gente que gosta dessa banda.”

Antonio Carlos Monteiro
Jornalista, crítico musical, redator da revista Roadie Crew e músico

 

Fonte: hard and heavy  / Golpe de Estado

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